Moldávia

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A República da Moldávia ou Moldova é um pequeno país no leste europeu, que faz fronteira com a Romênia a oeste, a Ucrânia por todos os outros lados, e não tem saída para o mar.

O país tem uma população de menos de 5 milhões de habitantes e já chegou a fazer parte do Império Russo, da Romênia, e após a segunda guerra mundial foi forçado a se anexar à União Soviética.

Chisinau (pronuncia-se quichinau), com uma população de cerca de 800 mil habitantes, e é a maior cidade e centro econômico-cultural do país. O romeno é o idioma oficial. Mas o russo também é muito falado, e inclusive a maioria dos moldávios que conheci tinham o russo como língua nativa e metade deles não sabia falar romeno! Curioso, não?

A segunda maior cidade do país, Tiraspol (foto acima), fica na região da Transnístria. Essa região se proclamou independente após um conflito étnico no começo dos anos 90 e tem seu próprio governo, mas não é reconhecida internacionalmente. Um dos motivos para o separatismo é o fato de a população ser de origem eslava (russa e ucraniana), e se identificar mais, é claro, com a mãe Rússia.

De fato, existem várias etnias diferentes, sendo mais de 75% moldávios/romenos, cerca de 8% ucranianos, seguidos por russos e gagauzes. Gagauzes? Sim, uma etnia de origem túrquica, que fala os idiomas gagauz (parente do turco) e russo, e de religião cristã ortodoxa – a mesma de 93% da população moldávia.

A moeda local é o leu moldávio (plural lei) e em abril de 2013 100 lei equivaliam a €6, R$17 e USD8. A economia nacional é baseada principalmente na agricultura, e a indústria mais forte, em consequência, é a alimentícia. Tendo a renda per capita mais baixa da Europa, não é de se estranhar que seja um país com um custo de vida extremamente barato. Transporte público e táxi são muito baratos, mas hotéis costumam ter preços parecidos aos da Europa ocidental.

Chisinau é o principal destino turístico do país, com várias e belas igrejas ortodoxas, museus e parques muito agradáveis que surpreendentemente oferecem wi-fi grátis. As cidades de Balti e Soroca são outros destinos populares. Esta última é conhecida como a capital cigana da Moldávia e possui o Forte Soroca, construído em 1499 por Stefan cel Mare, monarca que reinou por quase 50 anos, mais conhecido como Estêvão, Grande, e que liderou várias batalhas para a independência do país contra vários vizinhos, entre eles o Império Otomano, o Reino da Hungria e o da Polônia.

Como Chegar à República da Moldávia

Chegar à Moldávia é relativamente simples. Para quem já está na Europa – pois imagino que pouca gente atravessaria o Atlândico só para ir ao país -, a Air Moldova, empresa aérea nacional, tem voos diretos de Lisboa, Londres, Madri, Paris, Roma, Frankfurt e Bucareste, por exemplo. As melhores conexões por terra são via Bucareste, Budapeste e Odessa, na Ucrânia.

De Cluj-Napoca, também na Romênia, não há trens diretos no momento. Você pode pegar um trem até a fronteira, depois um ônibus.Uma alternativa é ir de ônibus, que sai de Cluj às 6 da tarde, 14 horas de duração. A passagem custa cerca de €20.Uma viagem de trem de Bucareste a Chisinau demora 12 horas e uma passagem só de ida em segunda classe (cabine com quatro camas no estilo beliche) custa cerca de €25. O legal de ir de trem é que cada vagão é suspenso na fronteira, com uma leve “sacudida”. Isso por que os trilhos na Moldávia e Romênia são diferentes.

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